
MYELOMA EURONET A voz dos doentes com mieloma na Europa
Data da última actualização: 15-02-08
Glossário
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Alogénico
Do grego allos = outro, diferente. Aqui: transplante de medula óssea de um
indivíduo (doador) para outro (receptor). Para ta é necessário que as medulas
ósseas do dador e do receptor sejam amplamente compatíveis.
Alquilantes
Citostáticos
frequentemente usados no tratamento do cancro. Os medicamentos mais conhecidos
para o tratamento do mieloma são o melfalano e a ciclosfamida. O termo "alquilante"
refere-se à forma como estes agentes se ligam ao DNA das células cancerosas
e bloqueiam a divisão e reprodução celular.
Ambulatório
Tratamento de um doente no hospital sem ficar internado
Anamnese
Antecedentes clínicos, história clínica; informações sobre características,
início e evolução das queixas (actuais) do doente que o médico questiona durante
a entrevista
Anemia
Condição em que os glóbulos vermelhos, a hemoglobina ou o volume total do
sangue se encontram abaixo do normal
Antibióticos
Fármacos com efeito bactericida e usados para o tratamento de infecções causadas
por bactérias
Antieméticos
Fármacos usados para evitar ou aliviar náuseas e vómitos. São sobretudo usados
para o tratamento dos efeitos secundários da quimioterapia e radioterapia.
Antigénio
Estruturas específicas da superfície celular de bactérias, vírus e fungos.
Quando o organismo é invadido por estes agentes patogénicos, as células plasmáticas
produzem anticorpos a partir dos
linfócitos B
Aplasia
Em pessoas que sofrem de cancro: estado caracterizado por grandes anomalias
dos elementos do sangue periférico, resultantes de uma quimioterapia e radioterapia
Assintomático
Doença sem sintomas ou queixas
Autólogo
Do grego autos = próprio, proveniente do corpo, que não vem do exterior. Aqui:
transplante ou autotransfusão de medula óssea própria depois de extraída e limpa
Biopsia
Teste de diagnóstico em que se retira tecido com um instrumento (por exemplo,
cânula especial, fórceps ou bisturi) para estudo e análise microscópica. O termo
refere-se à técnica de extracção (por exemplo, biopsia com agulha) ou ao local
da retirada de amostra (por exemplo, biopsia de mucosa).
Bisfosfonatos
Medicamentos que, ao inibirem a actividade das células destruidoras de ossos,
aliviam as dores, reduzem o risco de fracturas e suprimem as crises de
hipercalcemia que implicam um risco de vida.
Blastos
Glóbulos brancos imaturos
Células estaminais
Células-mãe que dão origem aos glóbulos vermelhos e brancos, bem como às plaquetas.
Estas células encontram-se na medula óssea, como também parcialmente na corrente
sanguínea. Daí podem ser removidas, preparadas e transplantadas de volta no
doador (transplante
autólogo) ou transplantados num receptor com HLA idêntico
(transplante
alogénico).
Citoquinas
Substâncias mensageiras produzidas pelo organismo, através das quais as células
imunitárias comunicam entre si
Citostáticos
Fármacos que bloqueia, preferencialmente, o crescimento de células cancerosas
e que, até um certo ponto, também podem destruir células normais. A destruição
consegue-se frequentemente através do bloqueio da divisão das células (
quimioterapia).
Clone
Cromossomas
Transportadores visíveis de informação genética/hereditária; parte constituinte
do núcleo celular que pode ser marcada facilmente com uma cor intensa
Crónico
De progressão e desenvolvimento lento
Derivados de morfina
Substâncias derivadas da morfina com efeitos semelhantes
Diagnóstico
Termo genérico que designa todos os exames que levam à conclusão sobre a doença
Dioxinas
Compostos químicos tóxicos (o mais conhecido é o chamado Seveso) que resultam
de determinados processos técnicos como subprodutos indesejáveis; são extremamente
insolúveis na água, volatilizam muito devagar e penetram profundamente no ambiente
em partículas do solo e pó; podem causar cancro
Electroforese
Separação de proteínas através de um campo eléctrico. Permite determinar a
quantidade de proteínas mielomatosas, como também a comprovação do pico M (imunoglobina
monoclonal). A electroforese aplica-se no diagnóstico e na monitorização terapêutica.
Enzimas
São proteínas do corpo humano que desempenham funções muito variados no organismo.
Na mucosa gastrintestinal, no fígado, na vesícula biliar e no pâncreas produzem-se,
por exemplo, misturas de enzimas que se destinam ao fraccionamento e digestão
dos alimentos.
Eritrócitos
Glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte do oxigénio no sangue
Factores de crescimento
Fármacos susceptíveis de acelerar o aumento de células sanguíneas, por exemplo,
a seguir a uma quimioterapia
Físico
Que diz respeito ao corpo
Fraccionamento
Aqui: repartição da administração de radioterapia em várias sessões
Granulócitos
Subgrupo de glóbulos brancos que desempenham um papel muito importante no
combate propriamente dito das infecções
Hemoglobina
Pigmento dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte e a ligação do
oxigénio no sangue
Hipercalcemia
Nível anormalmente elevado de cálcio no sangue; esta complicação pode ser eliminada
através de um tratamento com bisfosfonatos
HLA
Acrónimo de "Human Leucocyte Antigens" ( = antigénios dos leucócitos
humanos); designa certas características dos tecidos, determinadas pelo património
genético. A tipificação HLA é essencial na preparação de transplantes alogénicos.
Quanto maior for a semelhança entre os sistemas HLA do dador e do receptor,
maior é a probabilidade de sucesso no caso de transplante de células estaminais.
Hormonas
Substâncias mensageiras que se encontram no corpo e que têm um efeito sobre
o metabolismo mesmo em pequenas concentrações. Regulam processos corporais,
como o crescimento, comportamento sexual ou metabolismo dos alimentos, e alcançam
o local de actuação através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.
Imunoglobulinas
Sinónimo de anticorpos, ou seja, de proteínas que possuam as características
de anticorpos. Para apoiar o tratamento de uma imunodeficiência, administram-se
imunoglobulinas policlonais, ou seja, misturas de imunoglobulinas provenientes
de um determinado doador. A paraproteína que ocorre nos doentes afectados do
mieloma múltiplo é uma imunoglobulina monoclonal.
Incontinência urinária
Literalmente: falta de estanqueidade, aqui: incapacidade de retenção de urina,
saída involuntária de urina
Infecção
Invasão e reprodução de microorganismos patogénicos no organismo
Infiltração de plasmócitos
Penetração de plasmócitos no tecido
Infusão
Introdução de um volume de líquido (por exemplo, soro fisiológico) no organismo,
sobretudo através da corrente sanguínea (
intravenoso)
Interferão
Substâncias mensageiras produzidas pelo corpo através das quais as células
imunitárias comunicam entre si. Podem ser hoje em dia produzidas artificialmente
e são usadas no tratamento de diferentes tipos de cancro.
Intravenoso
Administração de um medicamento ou de uma substância líquida directamente na
veia
Leucócitos
Glóbulos brancos, que têm um papel principal no combate das infecções. Os leucócitos
dividem-se em três subgrupos principais:
granulócitos,
linfócitos,
monócitos. Numa pessoa saudável, o número de leucócitos
no sangue é muito baixo; a maior parte dos leucócitos encontra-se na medula
ósseo ou em diferentes órgãos e tecidos. Um aumento do número de leucócitos
no sangue é sinal de doença.
Leucograma diferencial
Contagem diferencial dos glóbulos brancos
Linfócitos
Subgrupo de glóbulos brancos que têm um papel importante no combate das doenças
e substâncias estranhas. Distinguem-se dois tipos de linfócitos: os
linfócitos B e os
linfócitos T. Dos linfócitos, apenas uma
pequena parte circula no sangue; os restantes linfócitos encontram-se nos órgãos
linfáticos (tais como o timo e o baço) onde se multiplicam.
Linfócitos B
Subgrupo de linfócitos que, nos seres humanos, amadurecem na medula óssea,
nos nódulos linfáticos, no baço e nos outros órgãos linfáticos. Quando o organismo
tem contacto com determinado antigénio, certos linfócitos do tipo B transformam-se
em plasmócitos produtores de anticorpos ou em células chamadas linfócitos com
memória. Estas células, ao entrarem novamente em contacto com o mesmo antigénio
(em concurso com os
linfócitos T), reactivam-se e transmitem
as informações memorizadas aos plasmócitos, os quais produzem, por sua vez,
anticorpos específicos (
sistema imunitário específico).
Linfócitos T
A diferenciação dos linfócitos do tipo T faz-se no timo, um órgão pequeno situado
debaixo do esterno. Os linfócitos T possuem na superfície um complexo proteico
capaz de reconhecer e ligar os anticorpos. O complexo proteico só reage com
antigénios específicos a ele, agindo como uma chave que só cabe em determinada
fechadura. Isto provoca a activação dos linfócitos T. Distinguem-se dois tipos:
os linfócitos T citotóxicos, capazes de ligar as células reconhecidas como estranhas
e, portanto, portadoras de antigénios, e os linfócitos T de ajuda (“helper”).
Ao produzirem diferentes factores de crescimento, permitem a diferenciação de
linfócitos B para células produtoras de anticorpos.
Macrófagos
Células devoradoras de tecidos que, juntamente com os
monócitos, formam o sistema imunitário contra partículas
sólidas estranhas.
Maligno
Diz-se de um tumor que tem tendência a agravar-se e a disseminar-se.
Medula óssea
Tecido que preenche o interior do osso; local da produção do sangue
Mieloblastos
Células antecessoras dos
granulócitos
Monócitos
Um subgrupo dos glóbulos brancos; os monócitos e
granulócitos as bactérias engolindo-as. Um número
reduzido de monócitos significa que o
sistema imunitário não específico está fraco.
Monoclonal
Pertencente a um único ou ao mesmo clone. O mieloma múltiplo desenvolve-se
a partir de um único plasmócito maligno; todas as células que dele derivam são
idênticas. A célula-mãe e todas as células-filhas formam um único clone de células.
Neutropenia
Nível anormalmente baixo de neutrófilos no sangue
Osteoclastos, osteoblastos
Células também designadas por osteófagos ou células “devoradoras” de tecido,
porque destroem o tecido ósseo. As células antagonistas dos osteoclastos são
os osteoblastos, que ajudam a produzir substância óssea.
Osteólise
Local no osso onde o tecido ósseo é absorvido e destruído. No mieloma múltiplo,
a destruição do tecido ósseo acontece através de uma hiperactividade dos osteoclastos.
Osteoporose
Doença do sistema esquelético em que o tecido ósseo vai perdendo a sua substância
ou estrutura, tornando-se mais susceptível a sofrer fracturas
Paraproteínas
Termo genérico usado para designar
imunoglobulinas monoclonais e fragmentos de imunoglobulinas.
São produzidas pelos plasmócitos e podem estar presentes no sangue em altas
concentrações.
Pesticidas
Produtos químicos utilizados na erradicação de organismos nocivos das plantas
Plasma sanguíneo
Parte líquida do sangue (55 por cento do sangue) composta por 90 por dento
de água e proteínas
Plasmócito
Tipo específico das células linfáticas. Os plasmócitos normais produzem anticorpos
contra os microorganismos invasores, tal como os agentes infecciosos. No mieloma
múltiplo ocorre uma multiplicação descontrolada de plasmócitos anormais, que
produzem anticorpos atípicos e ineficientes.
Policlonal
Contrário de
monoclonal; que não pertence ao mesmo clone de células
Profilaxia
Prevenção
Prognóstico
Previsão da evolução da doença
Psíquico
Que tem a ver com os processos mentais
Punção
Extracção de uma amostra de líquido dos vasos (sanguíneos), cavidades corporais,
órgãos ocos ou tumores por meio de uma agulha oca
Quimioterapia
Tratamento com substâncias químicas que têm um efeito inibidor sobre o crescimento
das células cancerosas no organismo. Regra geral, o termo aplica-se à quimioterapia
por meio de citostáticos, ou seja, ao combate de células anormais através do
uso de fármacos inibidores da divisão celular (
citostáticos).
Radioterapia
Tratamento de uma zona exactamente definida do corpo com radiação ionizante
produzida por um equipamento especial (normalmente um acelerador linear). As
zonas a irradiar são planeadas e calculadas, de forma a obter-se uma dosagem
suficientemente alta na região a tratar e evitar-se, ao mesmo tempo, uma destruição
de tecido normal. Distingue-se entre uma radioterapia interna (introdução secundária
de elementos radioactivos) e uma radioterapia externa.
Recidiva
Recaída, recorrência de uma doença; no sentido estreito, o reaparecimento após
uma cura completa
Remissão
Redução dos sintomas crónicos de uma doença; uma remissão não significa forçosamente
uma cura. A terminologia clínica distingue entre uma remissão total e parcial.
Resposta imunitária
Resposta defensiva do corpo a antigénios, ou seja, corpos estranhos, como bactérias
e fungos
Sépsis
Infecção generalizada causada por microorganismos
Sintoma
Sinais de uma doença
Sintomatologia B
Existem três sintomas que surgem frequentemente em associação com doenças
oncológicas: febre, suor nocturno e perda de peso. Estes três sintomas são reunidos
sob o conceito de "sintomatologia B".
Sistema imunitário
Conjunto de células e proteínas que protegem o organismo das infecções por
bactérias, vírus e fungos. O sistema imunitário é composto pelas barreiras da
pele intacta (glândulas sebáceas e flora natural) e das mucosas (segregação
de substâncias que combatem os agente infecciosos), bem como pelo sistema imunitário
específico
e
não
específico.
Sistema imunitário específico
Em relação aos agentes estranhos, distingue-se entre uma imunidade não específica
inata e uma imunidade específica adquirida. Ambos os sistemas estão interligados
um com o outro. Este tipo de autodefesa do corpo é apoiado sobretudo pelos
linfócitos.
Sistema imunitário não específico
A resposta não específica do corpo ao agentes estranhos é assumida por fagócitos
(macrófagos),
monócitos e
granulócitos neutrófilos. Quando ocorre uma invasão
por agentes infecciosos, estas células deslocam-se ao local da infecção, absorvem
os agentes infecciosos e destroem-nos.
TAC (tomografia axial computorizada)
Técnica de diagnóstico através de raios X assistida por computador permitindo
a produção de imagens em corte do interior do corpo (tomografia; imagens em
corte). O computador calcula as imagens com base na absorção de raios X finos
que atravessam a camada a ser examina.
Terapia
Tratamento de uma doença, processo terapêutico
Timo
Glândula situada debaixo do esterno, que faz parte do sistema linfático e do
sistema imunitário do corpo
Tomografia por ressonância magnética nuclear (RMN)
A ressonância magnética nuclear é uma técnica de imageologia que usa as oscilações
electromagnéticas dos componentes dos tecidos num campo magnético gerado artificialmente.
Uma vez que reproduz estruturas de alta resolução no interior do corpo, fornece
imagens em corte muito precisas. A técnica RMN, muitas vezes, não está indicada
em doentes com "pacemakers", em doentes ansiosos ou em pessoas que
só podem suportar exames de curta duração.
Transplante de medula óssea
Infusão de células estaminais extraídas da medula óssea ou do sangue periférico.
Distingue-se, de um modo geral, entre transplante de medula óssea do próprio
doente (transplante
autólogo) e transplante de um dador estranho, normalmente
de um irmão ou irmã (transplante
alogénico).
Trombócitos
Plaquetas; um dos componentes principais do sangue, que produzem coágulos para
fechar feridas e prevenir hemorragias fortes
Tumor
Proliferação descontrolada de células que podem ocorrer no corpo inteiro

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